segunda-feira, 29 de julho de 2013

A terrível lenda do Cabeça de Cuia

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A lenda do Cabeça de Cuia originou-se na região nordeste do Brasil, mais precisamente no estado do Piauí. Tudo começa com a história de uma garoto chamado Crispim, um jovem que morava nas margens do rio Parnaíba juntamente com sua família.

A família de Crispim era bastante humilde e passava muitas necessidades, sendo comum até mesmo passarem fome. Seu pai era pescador mas acabou morrendo muito cedo, quando o menino ainda era um bebê, deixando ele e a pobre mãe sozinhos no mundo. O bebê acabou crescendo e decidiu seguir os passos do pai, se tornando ele também um pescador. Mas infelizmente o rio não estava para peixe naquela época e Crispim não conseguia alimentar sua mãe nem a si próprio. Certo dia, após mais uma noite de pescaria fraca, Crispim voltou para o almoço, a mãe do menino lhe serviu, como de costume, uma sopa rala com sobras e ossos secos (já que era comum faltar carne nas refeições). Mas neste dia Crispim estava muito irado com a situação de fome que a família estava passando e em seu surto arremessou o osso da sopa na cabeça de sua pobre mãe, matando-a quase instantaneamente. Mas nos últimos suspiros a mulher lançou uma maldição contra seu monstruoso filho. Disse-lhe que por essa maldade ele deveria vagar nas margens do rio a procura de restos de peixes e animais mortos para comer. Sua mãe disse ainda antes de sua morte que a maldição iria se perpetuar até o dia em que ele conseguisse devorar sete mulheres que se chamassem "Maria", mas com a condição que fossem Virgens. Tomado pelo medo da maldição e no desespero ao tomar consciência de sua ação, Crispim correu para o rio e acabou morrendo afogado. Seu corpo nunca foi encontrado. 

Mas dizem os ribeirinhos que, com o efeito da maldição Crispim não morreu realmente, mas, teria se transformado em uma criatura aquática terrível. Com uma cabeça enorme, no formato de cuia. Dizem que o tamanho de sua cabeça deve-se ao enorme peso na consciência que ele carregava desde a morte da mãe.

Por causa dessa lenda muitas meninas antigamente evitavam lavar as roupas ou se banharem ás margens do Rio Parnaíba. Muitos pescadores contam relatos apavorantes sobre uma criatura com uma enorme cabeça que rasga suas redes e vira seus barcos. Muitas mulheres que tiveram a coragem de lavar suas roupas nas margens do rio contam terem visto a criatura sair da água para o ataque. Mas apesar de já terem sido atribuídos ao Cabeça de Cuia vários desaparecimentos de mulheres, dizem que ele jamais conseguiu devorar nenhuma mulher chamada Maria, muito menos que fosse virgem.

A Prefeitura da cidade de Teresina instituiu, no ano de 2003, o Dia do Cabeça de Cuia, a ser comemorado na última sexta-feira do mês de abril.


Existe uma estátua sobre a lenda do Cabeça de Cuia na cidade de Teresina, no bairro do Poti Velho, local onde supostamente a família de Crispim morava.



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